sábado, 6 de julho de 2013

MEDO


Por Fabrícia Moura

Fiquei olhando por algum tempo o cursor do mouse piscando e pensando como começar esse texto, como descrever uma sensação um sentimento que assalta tantas pessoas, assim como várias vezes ele me aflige  o MEDO.

Ao longo da vida andamos por diversos caminhos, as vezes tropeçamos e ficamos ali parados olhando para o chão pensando em como levantar, procurando o respirar mais profundo que nos dará força para reerguer. O olhar vago, perdido olhando para aquele que te amparou na hora do tombo, o chão. Nesse momento tantos fatos, tantos momentos assolam a mente humana, as Janelas Killers como diz Augusto Cury são reabertas e o choro é inevitável, a vontade de desistir, de deitar ali mesmo e ficar, esperar que o vento te enterre na areia, ou que a chuva te molhe tanto que pode ser que morra afogado é a solução mais imediata.

O medo tem sido companheiro constante da humanidade, medo de morrer, medo de perder, medo assalto, medo da rua, medo dos outros, medo de recomeçar e o que tem mais incomodado a minha alma é o medo de viver, não que não queira, que pense na morte, longe disso, mas o medo de tentar, medo de doar-se sem receber em troca, Augusto Cury no seu livro Armadilhas da Mente diz que:

Para proteger a emoção, doe-se sem medo, doe-se sem precondições  
mas  diminua o máximo possível  a expectativa do retorno. 
não busque reconhecimento, ainda que ele seja legítimo. 
Os  íntimos são aqueles que mais nos frustrarão.


Alguns dizem que temos uma zona de conforto onde tudo é mar manso, onde time que está ganhando não se mexe, o problema é que nessa zona a vida ainda continua passando, e os sonhos vão ficando para traz. O medo de viver não é o temor do mundo lá fora, é medo de as vezes quebrar regras, Apostolo Paulo diz - que tudo me é lícito, mas nem tudo me convém -, a vida não se restringe só aqui, as consequências dos maus hábitos, das atitudes incorretas serão analisadas pelo Criador no Grande Dia.

Ah! Não é difícil saber o que é certo ou que é errado, mas e aos olhos do Senhor dos Senhores? Penso  diante disso tudo que só o coração pode dizer o que fazer, sem ser guiado pelas paixões, mas seguindo os conselhos do Grande Espírito de Deus.

Aprendi com isso tudo que o certo é viver um dia por vez mesmo, entregar os planos nas mãos do Deus Vivo e somente esperar, e esperar é outro sentimento que doe as vezes, assunto para outro texto na verdade, contudo esperar mesmo em meio a alma aflita e confusa, não por não crer Nele, mas sem saber as vezes o que fazer.

A confusão dos meus pensamentos transformou nesse texto, a confusão da minha alma, transforma-se em oração dia após dia, jejuando e esperando como o Meu Salvador falou para João:

Tenho vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.