domingo, 16 de abril de 2017

O olhar de Lúcia!

Por Fabrícia Moura


Segundo dicionário saudade é - Sentimento nostálgico provocado pela distância de (algo ou alguém), pela ausência de uma pessoa, coisa e local, ou ocasionado pela vontade de reviver experiências, situações ou momentos já passados. hoje revendo o filme Cronicas de Narnia, Príncipe Caspian, percebi uma cena muito comovente ao final, a menina Lucia ai ter que voltar para seu mundo, olha mais uma vez para trás na esperança de que Aslan dissesse: fique, aqui é seu lugar, ou mesmo dissesse você vai, mas logo logo estaremos juntos, ou até amanhã, e ao chegar em seu mundo, ela olha novamente para tras na esperança de ve-lo somente por um relance, a saudade de Deus pra alguns é somente numa cama de hospital ou momentos de dificuldade, mas sentir saudades Dele da maneira mais sútil é incrível.

Esse olhar da Lúcia me fez pensar em tantas coisas, no dia da Grande ceia como Jesus olhou para os seus, sabendo que aquela noite seria a última como homem, como olhou para Maria no jardim após o terceiro dia, como foi olhar para sua mãe Maria novamente agora como Deus ressucitado? As vezes nos meus momento de intimidade com Ele penso no seu olhar, que chega até me constranger, porque ele exala amor, paz, serenidade um amor sem exigências, sem brigas, sem trocas, um amor verdadeiramente puro, confesso que chego a ter vontade de  que tudo acabe logo para ve-lo cara a cara, mas me lembro que existem tantas pessoas nesse mundo que necessitam conhecer esse Jesus tão amoroso.

Depois de algum tempo comecei entender o porque do crente querer falar tanto de Jesus, ou querer que todos conheçam a Deus, é muito bom, e se torna tão presente que dá muita saudade, saudade de ouvir novamente Ele falando “lembra de Davi, ou de Salomão”, dá um imensa vontade de contar pra todo mundo nossas conversar, e mesmo que pareça loucura, conversas longas onde ambos falamos de tudo, rimos, choramos, ou mesmo ficamos calados contemplando nada, isso mesmo nada!

O crescimento espiritual nos torna as vezes vazios de sentimentos com Deus, somos levados a lutar, a orar, a interceder,  aprendemos tanto na palavra, com tantos livros, que esquecemos que Ele é pai, que somos crianças pra Ele, esquecemos que Ele descia todas as tardes pra conversar com Adão, que Ele falou com Moisés com austeridade, mas enfatizou Eu estarei contigo meu filho, Deus gosta de intimidade constante.

A saudade para o homem dói, porque significa uma perda, um adeus, mas aprendi que a saudade para Deus é um até logo, um calma seja forte e corajoso porque Eu venci, saudade com Deus é alegria de saber que tá perto o fim.... isso mesmo, pra alguns o fim é o fim, mas para Deus o fim é o início de  estarmos  juntos para todo o sempre.



O olhar do Aslan ao final indica justamente isso que logo, logo estaremos juntos novamente, e que a saudade dará mais vontade de falar contigo todo dia, de ser melhor a cada dia para que quando o Grande dia chegar o olhar seja não só de saudade mas de alegria por estarmos juntos novamente. Te convido hoje a dar um bom dia ou um boa noite para Deus, e te desafio a escuta-lo dizer o mesmo pra você.

Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará.
E naquele dia nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar.
João 16:22,23

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

"Agora Sim"


Por Fabrícia Moura

No momento de uma guerra a hora noturna é a mais temerosa, pois é nesse momento que o soldados  estão fatigados, cansados pela exaustão do dia e é nesta hora que o exército contrário prepara sua estratégia, e de várias formas essas emboscadas são armadas.

É durante a noite que o inimigo gosta de agir, pois encontra o soldado disperso, sonolento, e ali a espreita aproveitando o bréu da noite para dar o bote, são nessas horas em que nos encontramos mais sensíveis, mais desarmados, ignorados pelo cansaço do dia, o stress das batalhas diárias, e como um lobo faminto e paciente o inimigo fica a observar, incansavelmente até encontrar uma brecha, mesmo que seja do tamanho da cabeça de uma agulha.

Há duas semanas me encontrei nessa batalha, o vigia da minha casa estava enfermo, hospitalizado, e no momento em que me preparei para o descanso do corpo físico, o Senhor com sua sutileza e sua amorosa sabedoria não me deixou dormir.

Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.
Salmos 127:1

Foi uma das madrugadas mais intensas que já vivi, e foi nessa hora que pude sentir o peso de vigiar sozinha. Várias vezes naquela noite o meu coração quis se abater e desistir, pensando que não era minha responsabilidade, eu tinha que orar só pelo meu pai que estava enfermo, pela minha mãe que estava sensível, mas o Senhor não deixou. Todas as vezes que eu virava pra dormir Ele dizia – “Ainda não” – dobrei  o joelho, me armei  em Efésio 6, cantei louvores em minha cabeça, e Ele dizia “ainda não”, então eu chorei.

Como uma criança desamparada chorei, não por medo de perder meu pai terreno,  mas por medo de não aguentar sozinha, e por tantas vezes que meu pai falava “vamos orar mais” e eu não compreendia. Foi nessa hora que vi o quanto o peso de vigiar é duro, me lembrava de Neemias tampando os buracos do muro e guerreando, não murmurei ou reclamei dessa luta, mas pedi muita força para lutar, foi uma luta intensa, contra mim mesma.

Hoje vi uma frase em que dizia que a maior luta de Paulo era nunca mais voltar a ser Saulo, e fui entender o quanto eu lutei aquela noite para continuar criança espiritual, mas não deu. Tive que crescer naquela hora, então vesti minha couraça, calcei as sandálias, coloquei o capacete, peguei a espada e o escudo, foi quando Deus me ergueu e disse – “Agora sim” .

Revesti-vos de toda armudara de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
Efésios 6:11

Foi uma longa batalha de 12 horas, uma aprendizagem em que precisei deixar a criança espiritual e me tornar o vigia da casa, pela manhã ao levantar olhei-me no espelho e vi as marcas da batalha, mas com uma suavidade e com um coração tão cheio de esperança e paz, pude senti muito real a presença do Espírito Santo, a ponto de no meio da madrugada durante um cochilo Ele chamar meu nome.

 Ao final que é só início pude entender os propósitos de Deus para tudo isso, pois depois dessa noite de batalha meu pai foi liberado do CTI pela manhã. 

Orai sem cessar.
Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
1 Tessalonicenses 5:17-18

sexta-feira, 25 de março de 2016

Diante do Muro!

Por Fabrícia Moura

Quando querem retardar a restauração do templo de Deus, Deus os usa para mostrar quão grande é o seu poder. Tempos de angústia, de dores, de batalhas, de cansaço emocional e espiritual, tempos em que os joelhos se dobram e faltam as palavras para falar tem estremecido coração. São tempos em que as opiniões tão distintas tem separado os frágeis amigos, tempos em que o inimigo ri e zomba daqueles que discutem daqui e dali, quebras de alianças, esperanças nas promessas do Altíssimo são ridicularizadas.
Em Neemias 4 versículo de 1 a 23 vemos o quão os tempos se repetem, mas com tecnologias diferentes, onde nossa arma de defesa e de ataque não é mais a espada, aqueles que reestruturam os muros físicos de Jerusalém nos mostraram como reestruturar uma nação através da oração nossa arma de ataque e de defesa.

É tempo de guerra, minha oração hoje é como Neemias, diante do muro, declarando a restauração, e tendo a certeza da aliança do Senhor para Todo Sempre.


E o mais engraçado nessa batalha de Neemias que nos dias de Hoje os muros ainda estão erguidos. Glória a Deus.


Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Vós transgredireis, e eu vos espalharei entre os povos.
E vós vos convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os cumprireis; então, ainda que os vossos rejeitados estejam na extremidade do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome.
Eles são teus servos e o teu povo que resgataste com a tua grande força e com a tua forte mão.
Neemias 1:8-10


Ouve, ó nosso Deus, que somos tão desprezados, e torna o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e dá-os por presa, na terra do cativeiro.
E não cubras a sua iniqüidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram na presença dos edificadores.
Neemias 4:4,5